Como acelerar o metabolismo lento após os 40 anos: 3 estratégias de nutrição e treino

Exercícios de força ajudam a preservar a massa muscular. (Imagem: Fala Ciência)

Depois dos 40, é comum perceber que perder gordura parece mais difícil, enquanto manter o peso exige mais atenção. A explicação, porém, não está simplesmente em um suposto “metabolismo quebrado”. Com o passar dos anos, mudanças na massa muscular, atividade física, alimentação e composição corporal podem alterar a quantidade de energia que o organismo gasta diariamente.

A boa notícia é que hábitos consistentes conseguem atuar justamente sobre alguns desses fatores. Por isso, em vez de apostar em dietas extremamente restritivas ou produtos que prometem acelerar o metabolismo, vale concentrar esforços em preservar músculos, melhorar a qualidade da alimentação e manter o corpo ativo.

Três mudanças que podem fazer diferença depois dos 40

Três pilares para um metabolismo ativo após os 40. (Imagem: Fala Ciência)

Não existe fórmula mágica para acelerar o metabolismo, mas algumas escolhas diárias ajudam a preservar a massa muscular, melhorar o uso de energia e manter o corpo mais ativo. A combinação entre alimentação adequada e exercícios pode ser especialmente importante nessa fase da vida.

1. Coloque proteínas nas principais refeições

A primeira estratégia envolve a alimentação. Proteínas fornecem aminoácidos necessários para a manutenção e a construção do tecido muscular, algo especialmente importante à medida que envelhecemos.

O ideal é distribuir boas fontes de proteína ao longo do dia, combinando alimentos como:

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  • ovos;
  • peixes e carnes magras;
  • leite e derivados;
  • feijão e outras leguminosas;
  • tofu e outras fontes vegetais.

Além disso, uma alimentação equilibrada deve incluir fibras, frutas, verduras, legumes e carboidratos de boa qualidade. Esse conjunto ajuda a formar refeições mais nutritivas e pode facilitar o controle da fome e da ingestão energética.

2. Faça do treino de força uma prioridade

Se existe uma estratégia especialmente importante para quem quer preservar o gasto energético com o passar dos anos, ela envolve treinamento de força.

Musculação, exercícios com pesos, elásticos ou mesmo movimentos utilizando o peso corporal podem estimular a manutenção e o desenvolvimento da massa muscular. Isso é relevante porque o tecido muscular participa do gasto energético do organismo.

Além disso, o exercício não atua apenas sobre os músculos. Ele também influencia a capacidade das células de utilizar energia e ajuda a preservar a aptidão física.

Exercício pode ajudar o músculo a envelhecer de outra forma

Um estudo publicado na revista científica Nature Aging, em 3 de julho de 2026, analisou alterações moleculares relacionadas ao envelhecimento em músculos de adultos jovens e mais velhos.

O trabalho, liderado por Georges E. Janssens, mostrou que adultos mais velhos fisicamente treinados apresentavam perfis musculares mais próximos dos observados em pessoas jovens em determinados processos ligados à respiração celular e ao metabolismo energético.

Os resultados sugerem que manter uma rotina de exercícios ao longo da vida pode ajudar a preservar características metabólicas do músculo durante o envelhecimento.

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3. Aumente o movimento ao longo do dia

Não é necessário depender apenas do treino para aumentar o gasto energético. Caminhar mais, subir escadas, realizar tarefas domésticas e evitar longos períodos sentado também contribuem para o movimento diário.

Uma pessoa pode passar uma hora na academia e permanecer praticamente imóvel durante o restante do dia. Por isso, distribuir atividades físicas em diferentes momentos pode ser uma maneira simples de aumentar o gasto energético total.

Mais importante do que procurar uma solução rápida é construir uma rotina que possa ser mantida. Proteína adequada, treino de força e movimento diário formam uma combinação mais consistente para preservar músculos e favorecer um metabolismo metabolicamente ativo depois dos 40.

Vale lembrar que não existe um método capaz de “acelerar” o metabolismo de maneira milagrosa. O objetivo mais realista é evitar a perda de massa muscular, melhorar o condicionamento e manter hábitos que favoreçam o equilíbrio energético.

Rafaela Lucena é farmacêutica (CRF-RJ:13912) graduada pela UNIG. Une sua formação em saúde à paixão pela divulgação científica para traduzir estudos clínicos e farmacológicos para o cotidiano. Como responsável técnica pelo Fala Ciência, dedica-se a combater a desinformação com rigor técnico e embasamento científico de qualidade. Ver perfil no LinkedIn