Um telescópio espacial que passou mais de duas décadas observando alguns dos eventos mais violentos do Universo está diante de seu último grande desafio. O Observatório Neil Gehrels Swift, da NASA, deveria receber uma operação robótica capaz de prolongar sua vida científica. Entretanto, um problema no sistema de controle de atitude da espaçonave LINK impediu a execução do plano original.
Mesmo assim, a missão ainda não acabou. A LINK deverá tentar uma aproximação com o Swift para demonstrar tecnologias que podem mudar a forma como satélites são reparados, reposicionados e mantidos em órbita.
Um veterano que ainda observa o Universo
Lançado em 2004, o Swift foi projetado para uma missão de apenas dois anos. Seu principal objetivo era estudar explosões de raios gama, fenômenos extremamente energéticos associados a alguns dos acontecimentos mais violentos conhecidos pela astronomia.
O observatório, porém, permaneceu ativo por cerca de 21 anos, produzindo dados importantes sobre explosões cósmicas e outros fenômenos celestes.
Com o aumento da atividade solar, a atmosfera superior da Terra se expandiu, aumentando o arrasto sobre o observatório. Como consequência, sua órbita baixa começou a perder altitude mais rapidamente.
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Entrar no Canal do WhatsAppO robô que deveria prolongar sua missão
Em setembro de 2025, a NASA contratou a Katalyst Space para realizar uma missão robótica de manutenção. A ideia era enviar a LINK até o Swift, capturá-lo e elevar sua órbita.
O plano acabou comprometido por problemas persistentes no controle de atitude da LINK, sistema responsável por determinar e manter a orientação da espaçonave.
O anúncio foi divulgado por Lauren E. Low, da NASA, em 19 de agosto de 2026. Segundo a agência, as equipes continuam avaliando as possibilidades para a próxima etapa da missão.
O encontro ainda pode render um teste histórico
Embora a captura e o reposicionamento do Swift não devam ocorrer como planejado, a LINK ainda poderá realizar uma operação de encontro e proximidade com o observatório.
Esse procedimento permitirá testar tecnologias fundamentais para futuras missões de manutenção espacial, incluindo navegação, aproximação e operações robóticas em órbita.
A experiência pode ser especialmente importante para preservar satélites científicos caros e prolongar sua utilização.
Sem uma intervenção, a NASA prevê que o Swift provavelmente reentrará na atmosfera terrestre ainda em 2026. Enquanto isso, os dados obtidos pela missão LINK poderão servir de base para novas tecnologias destinadas a manter equipamentos científicos funcionando por mais tempo no espaço.
