A confirmação de um caso de febre amarela em um macaco em Santo André, no ABC paulista, elevou o alerta das autoridades de saúde e aumentou a preocupação com a circulação do vírus em áreas de mata da região metropolitana de São Paulo. Diante do cenário, a vacinação contra a doença ganhou ainda mais importância, especialmente para pessoas que vivem, trabalham ou frequentam regiões próximas de parques e corredores ecológicos.
O sinal de atenção é ainda maior porque o estado de São Paulo já registrou nove casos de febre amarela em humanos neste ano, incluindo cinco mortes. Segundo as autoridades sanitárias, nenhuma das vítimas havia sido vacinada.
Presença do vírus em macacos indica risco ambiental
Embora muitas pessoas ainda tenham dúvidas sobre o papel dos primatas na transmissão da doença, especialistas explicam que os macacos não transmitem febre amarela para humanos. Eles também são vítimas da infecção e funcionam como importantes indicadores da circulação do vírus na natureza.
A febre amarela é passada para os seres humanos pela picada de mosquitos que carregam o vírus. Nas regiões de mata, a transmissão é realizada principalmente por mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, que atuam como os principais responsáveis pela circulação do vírus nessas áreas.
Por isso, quando um caso é identificado em primatas, equipes de vigilância epidemiológica intensificam rapidamente ações preventivas e campanhas de imunização.
Vacina é a principal forma de prevenção
Com o avanço dos casos no estado, autoridades de saúde estão orientando a população a procurar unidades básicas para atualizar a carteira vacinal. A vacinação segue como a estratégia mais eficiente para prevenir casos graves da doença e reduzir complicações associadas à infecção.
A recomendação vale principalmente para quem:
• mora próximo de áreas verdes
• frequenta trilhas, parques e matas
• trabalha em regiões de risco
• nunca recebeu a vacina
• está com esquema vacinal incompleto
Em Santo André, crianças entre 6 e 8 meses podem receber a chamada dose zero em situações específicas. Já idosos acima de 60 anos, gestantes e mulheres que amamentam devem passar por avaliação médica antes da aplicação.
Atenção para quem recebeu dose fracionada
As autoridades sanitárias também alertam pessoas que receberam a dose fracionada da vacina em 2018. Dependendo da situação, pode ser necessária uma nova aplicação completa, especialmente para moradores de áreas com circulação confirmada do vírus.
As orientações atuais incluem:
• crianças devem receber dose aos 9 meses e reforço aos 4 anos
• pessoas de 5 a 59 anos não vacinadas precisam de dose única
• pessoas que receberam somente uma dose antes dos 5 anos de idade precisam completar o esquema vacinal com uma dose de reforço
• vacinados com dose fracionada devem revisar a caderneta
Além de Santo André, os cuidados envolvem municípios como São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.
Sintomas podem evoluir rapidamente
Os sintomas iniciais da febre amarela incluem:
• febre alta súbita
• dores musculares intensas
• dor de cabeça
• calafrios
• náuseas e vômitos
• fadiga e fraqueza
Nos casos mais graves, a doença pode causar complicações severas e até levar à morte. Por isso, especialistas alertam que manter a vacinação em dia continua sendo fundamental para reduzir riscos e evitar novos casos no estado.

