Um border collie de 10 anos desapareceu de sua casa em Oklahoma e acabou sendo encontrado cerca de 1.600 quilômetros de distância, na Carolina do Norte. O mais surpreendente, porém, não foi apenas a enorme distância percorrida pelo animal, mas a maneira como ele conseguiu voltar para sua família.
Rio foi localizado por uma equipe de abrigo em Greensboro, na Carolina do Norte. Sem saber inicialmente de onde o cachorro havia vindo, os funcionários fizeram um procedimento comum em animais encontrados nas ruas: verificaram se havia um microchip de identificação.
O dispositivo revelou a identidade do cão e permitiu localizar sua tutora, identificada como Melissa. Assim que recebeu a notícia, ela embarcou em um avião para buscar Rio.
Uma fuga que terminou em outro estado
Rio havia desaparecido no fim de julho. Segundo o relato divulgado pelo Serviço de Controle Animal do Condado de Guilford, o cachorro já tinha o hábito de fugir quando se assustava.
Ainda assim, ninguém sabe exatamente como ele chegou tão longe.
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Entrar no Canal do WhatsAppUma das possibilidades levantadas pelos responsáveis pelo abrigo é que alguém tenha encontrado Rio depois da primeira fuga e cuidado dele por algum período. Sem verificar a identificação do animal, essa pessoa pode ter perdido o cachorro novamente, fazendo com que ele continuasse a vagar até chegar à Carolina do Norte.
Por enquanto, essa é apenas uma hipótese. A trajetória real de Rio permanece desconhecida.
Depois que o abrigo entrou em contato com Melissa, a reunião aconteceu rapidamente. O cão voltou para Oklahoma, onde um filhote de apenas 9 meses o aguardava em casa.
Como um pequeno microchip encontrou a família de Rio
O microchip utilizado em animais de companhia funciona como uma espécie de identificação permanente. Ele não funciona como um GPS e, portanto, não permite acompanhar a localização do cachorro em tempo real.
Na prática, o dispositivo armazena um código único que pode ser lido por um scanner apropriado. Quando esse código está associado aos dados atualizados do tutor em um cadastro, um abrigo ou clínica veterinária consegue iniciar o processo de localização da família.
Isso explica por que microchip e cadastro atualizado precisam caminhar juntos.
Coleiras e plaquinhas também são importantes, mas podem se perder durante uma fuga. O microchip permanece implantado no animal e pode continuar sendo identificado mesmo quando nenhum acessório está presente.
Pesquisa mostra por que o microchip faz diferença
A utilidade desse sistema também aparece na literatura científica.
Um estudo liderado por Linda K. Lord, publicado em 15 de julho de 2009 no Journal of the American Veterinary Medical Association, analisou 7.704 animais com microchip que chegaram a 53 abrigos.
Entre os cães e gatos classificados como animais encontrados nas ruas e para os quais o abrigo conseguiu localizar o tutor, a identificação foi obtida em uma parcela importante dos casos. Entre 2.956 cães encontrados cujos responsáveis foram localizados, 74,1% tiveram seus tutores identificados.
Entretanto, o estudo encontrou um detalhe fundamental: ter o microchip não basta. Em parte dos casos, os dados estavam incorretos, os telefones haviam sido desligados ou o animal estava associado a outro cadastro.
Por isso, depois de mudar de telefone, endereço ou responsável pelo animal, é importante atualizar os dados vinculados ao microchip.
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A aventura de Rio terminou, mas deixou uma lição
A história de Rio mostra como um cachorro pode acabar muito mais longe de casa do que seu tutor poderia imaginar. Também demonstra que a identificação eletrônica pode ser decisiva para transformar um animal encontrado em um animal devolvido à família.
Para quem tem cães ou gatos, algumas medidas simples podem aumentar as chances de reencontro:
- Microchipar o animal com um profissional habilitado.
- Manter o cadastro do microchip sempre atualizado.
- Usar também coleira com identificação.
- Conferir regularmente se os contatos cadastrados continuam corretos.
- Procurar rapidamente abrigos e serviços de controle animal quando o pet desaparecer.
No caso de Rio, uma fuga que poderia ter terminado em uma história sem final feliz acabou de maneira diferente. Sem o microchip, talvez a equipe do abrigo jamais soubesse de onde aquele border collie havia vindo.
