Só 5 minutos: exercícios simples podem salvar sua rotina nos dias de preguiça 

Cinco minutos de movimento já ajudam a combater o sedentarismo. (Imagem: Fala Ciência)

Tem dias em que colocar o tênis e sair para caminhar parece uma tarefa enorme. Ainda assim, cinco minutos de exercício já podem ser uma maneira prática de quebrar o sedentarismo e colocar o corpo em movimento.

A boa notícia é que não é necessário transformar esses minutos em um treino complicado. Uma sequência curta de agachamentos, flexões na parede, elevação dos calcanhares e movimentos com o próprio peso corporal pode ser feita em casa e exige pouco espaço.

Isso não significa que cinco minutos substituam completamente uma rotina regular de atividade física. Porém, para quem está parado e precisa de um empurrão inicial, esse pequeno intervalo pode ser muito mais útil do que passar o dia inteiro sem se movimentar.

Cinco minutos podem mudar um dia parado

Uma das maiores dificuldades para quem quer começar a se exercitar não é necessariamente a falta de informação, mas a dificuldade de criar o hábito. Por isso, uma atividade que cabe facilmente na rotina pode ser uma alternativa interessante.

O segredo está em reduzir a barreira para começar. Em vez de esperar disposição para uma caminhada longa, é possível reservar cinco minutos para uma sequência simples:

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  • 1 minuto: agachamentos em ritmo confortável
  • 1 minuto: flexões contra a parede
  • 1 minuto: elevação dos calcanhares
  • 1 minuto: sentar e levantar de uma cadeira
  • 1 minuto: marcha rápida parada ou movimentos leves dos braços

A intensidade deve ser adaptada ao condicionamento de cada pessoa. Além disso, quem tem alguma condição de saúde ou limitações físicas deve buscar orientação profissional antes de iniciar uma nova rotina.

Pequenas doses de movimento entram na conta

Estudo: 5 min/dia de exercício reduzem risco de morte em até 10%. (Imagem: Fala Ciência)

A importância de atividades curtas ganhou destaque em uma pesquisa publicada em 2026. O estudo analisou dados de mais de 135 mil adultos, utilizando dispositivos para medir objetivamente a atividade física e o tempo sedentário.

Publicado na revista The Lancet em 24 de janeiro de 2026, o trabalho teve como primeiro autor Ulf Ekelund. Os pesquisadores avaliaram como pequenas mudanças diárias na atividade física poderiam estar relacionadas à mortalidade.

A análise indicou que acrescentar cinco minutos por dia de atividade física moderada a vigorosa, como uma caminhada rápida, poderia estar associado a uma redução potencial de até 10% nas mortes em determinados cenários populacionais. Entre as pessoas menos ativas, o ganho estimado também foi relevante, embora menor.

É importante entender a diferença: o estudo não demonstrou que exatamente cinco minutos de qualquer exercício fazem uma pessoa viver 10% mais. Trata-se de uma análise observacional com modelagem populacional, que estimou quantas mortes poderiam potencialmente ser evitadas caso os níveis de atividade fossem modificados.

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O objetivo não é abandonar a caminhada

A caminhada continua sendo uma excelente atividade, especialmente por ser acessível, gratuita e fácil de adaptar a diferentes níveis de condicionamento.

Entretanto, nos dias em que ela não acontece, cinco minutos de movimento ainda são preferíveis a cinco minutos adicionais de sedentarismo. Esse princípio pode ser especialmente importante para quem está começando a sair de uma rotina pouco ativa.

Além disso, uma pequena sessão pode servir como ponto de partida. Com o tempo, os cinco minutos podem se transformar em dez, depois quinze ou em uma caminhada completa.

No fim, a estratégia mais inteligente não é esperar pelo treino perfeito. É encontrar uma forma simples de se movimentar hoje, mesmo que seja por apenas cinco minutos.

Rafaela Lucena é farmacêutica (CRF-RJ:13912) graduada pela UNIG. Une sua formação em saúde à paixão pela divulgação científica para traduzir estudos clínicos e farmacológicos para o cotidiano. Como responsável técnica pelo Fala Ciência, dedica-se a combater a desinformação com rigor técnico e embasamento científico de qualidade. Ver perfil no LinkedIn