Passa horas no celular? Esse ativo pode ajudar sua pele 

Luz azul das telas pode afetar a pele. (Foto: TrueCreatives via Canva)

O uso intenso de celulares, computadores e tablets já faz parte da rotina moderna. No entanto, além dos impactos na visão e no sono, existe outro ponto que vem chamando atenção: a exposição contínua à luz azul emitida pelas telas.

Essa luz, conhecida como HEV (High Energy Visible light), penetra nas camadas superficiais da pele e pode estimular processos como o estresse oxidativo, que ao longo do tempo contribui para perda de viço, manchas e envelhecimento precoce.

Diante disso, a dermatologia tem buscado estratégias para minimizar esses efeitos, especialmente por meio de ativos antioxidantes aplicados na rotina de skincare.

A pele sob impacto constante das telas

Diferente da radiação solar UV, a luz azul não causa danos imediatos visíveis. Porém, sua ação é mais silenciosa e acumulativa, o que significa que os efeitos aparecem gradualmente.

A exposição frequente pode influenciar:

  • Redução da barreira de proteção da pele
  • Aumento da produção de radicais livres
  • Alterações na textura e luminosidade
  • Maior sensibilidade cutânea ao longo do tempo

Isso é ainda mais relevante para pessoas que passam longos períodos em ambientes internos iluminados por telas e LEDs.

O ativo de skincare que ganhou destaque

Entre os ingredientes mais recomendados para esse cenário, a niacinamida (vitamina B3) se destaca por sua versatilidade e boa tolerância cutânea.

Ela atua em diferentes níveis da pele e pode ajudar a:

  • Fortalecer a barreira cutânea
  • Reduzir a perda de água da pele
  • Melhorar a uniformidade do tom
  • Ajudar no controle da oleosidade
  • Apoiar a defesa antioxidante da pele

Por isso, ela aparece frequentemente em séruns, hidratantes e até protetores solares modernos com tecnologia antipoluição e antiluz azul.

Por que a proteção contra luz azul virou tema do skincare

O avanço da tecnologia fez com que a pele fosse exposta não apenas ao sol, mas também a uma iluminação artificial constante. Esse cenário levou marcas e especialistas a incluírem o conceito de “proteção contra luz visível” nas formulações cosméticas.

Hoje, muitos produtos combinam ativos como:

  • Niacinamida
  • Vitamina C
  • Carnosina
  • Ácido hialurônico
  • Filtros solares de amplo espectro

Essas combinações ajudam a criar uma barreira multifuncional, protegendo a pele de diferentes tipos de estresse ambiental.

Como adaptar a rotina para quem usa muito o celular

Além do skincare, alguns hábitos simples ajudam a reduzir os impactos da exposição digital:

  • Aplicar protetor solar diariamente, mesmo em ambientes internos
  • Usar hidratantes com antioxidantes
  • Fazer pausas regulares longe das telas
  • Evitar brilho excessivo em ambientes escuros
  • Manter uma rotina de limpeza e hidratação da pele

Skincare e vida digital: uma nova necessidade

O uso prolongado de telas não pode ser evitado na vida moderna, mas seus efeitos podem ser minimizados com estratégias adequadas de cuidado com a pele.

Nesse contexto, a niacinamida se consolida como um dos ingredientes mais interessantes da dermatologia atual, especialmente por sua capacidade de atuar em múltiplas frentes de proteção e equilíbrio cutâneo.

Rafaela Lucena é farmacêutica (CRF-RJ:13912) graduada pela UNIG. Une sua formação em saúde à paixão pela divulgação científica para traduzir estudos clínicos e farmacológicos para o cotidiano. Como responsável técnica pelo Fala Ciência, dedica-se a combater a desinformação com rigor técnico e embasamento científico de qualidade. Ver perfil no LinkedIn