Níveis baixos dessa vitamina podem prejudicar seus pulmões

Vitamina D baixa pode afetar seus pulmões. (Foto: TrueCreatives via Canva)
Vitamina D baixa pode afetar seus pulmões. (Foto: TrueCreatives via Canva)

A deficiência de vitamina D pode ter impactos que vão muito além da saúde óssea. Nos últimos anos, pesquisas vêm mostrando que níveis baixos dessa vitamina também podem afetar diretamente a respiração e o funcionamento dos pulmões.

Uma revisão científica recente publicada na revista Current Nutrition Reports, conduzida por Dalamaga et al. (2026), analisou diversos estudos e trouxe um alerta relevante: a falta de vitamina D pode comprometer a resposta imunológica, especialmente no sistema respiratório.

O impacto silencioso nos pulmões

A vitamina D atua em várias partes do organismo, incluindo as vias respiratórias. Isso acontece porque células dos pulmões possuem receptores específicos dessa vitamina, que ajudam a regular processos inflamatórios e imunológicos.

Quando os níveis estão baixos, o corpo pode apresentar:

  • Maior inflamação nas vias respiratórias
  • Resposta imunológica enfraquecida
  • Menor proteção contra vírus e bactérias

Além disso, há redução na produção de compostos importantes da imunidade, o que pode facilitar infecções.

Maior risco de infecções respiratórias

De acordo com a revisão, níveis baixos de vitamina D estão associados a maior risco de doenças como:

  • Gripe
  • Pneumonia
  • Infecções respiratórias agudas
  • Formas mais graves de COVID-19

Isso ocorre porque a vitamina D participa da ativação de mecanismos de defesa do organismo, incluindo a produção de substâncias antimicrobianas que atuam diretamente nos pulmões.

Por outro lado, manter níveis adequados pode contribuir para uma resposta imunológica mais eficiente e equilibrada.

Por que a deficiência pode agravar doenças?

Falta de vitamina D pode agravar infecção por COVID. (Foto: David Stanciu via Canva)
Falta de vitamina D pode agravar infecção por COVID. (Foto: David Stanciu via Canva)

Outro ponto importante destacado pelos pesquisadores é que a deficiência não apenas aumenta o risco de infecção, mas também pode piorar a evolução dos quadros respiratórios.

Isso acontece porque o organismo tem mais dificuldade para controlar processos inflamatórios, o que pode levar a complicações mais intensas.

No caso da COVID-19, por exemplo, estudos observacionais indicam que níveis baixos de vitamina D estão ligados a maior gravidade da doença.

Quem corre mais risco

A deficiência de vitamina D é comum e pode afetar diferentes grupos, especialmente:

  • Pessoas com pouca exposição ao sol
  • Idosos
  • Indivíduos com obesidade
  • Pessoas com doenças crônicas

Nesses casos, o impacto na saúde respiratória pode ser ainda mais relevante.

Nem sempre mais é melhor

Apesar dos benefícios, a suplementação de vitamina D não deve ser feita de forma indiscriminada.

Segundo a revisão, os efeitos seguem um padrão claro:

  • Deficiência aumenta riscos
  • Níveis adequados trazem benefícios
  • Excesso não oferece vantagens comprovadas

Ou seja, o equilíbrio é fundamental.

Um alerta importante para sua respiração

A deficiência de vitamina D pode passar despercebida, mas seus efeitos podem impactar diretamente a saúde respiratória.

De acordo com a revisão publicada na revista Current Nutrition Reports, manter níveis adequados dessa vitamina pode ajudar na proteção contra infecções e no fortalecimento da resposta imunológica.

Por isso, mais do que recorrer à suplementação sem orientação, o ideal é avaliar os níveis e adotar estratégias seguras para manter o organismo equilibrado.

Rafaela Lucena é farmacêutica (CRF-RJ:13912) graduada pela UNIG. Une sua formação em saúde à paixão pela divulgação científica para traduzir estudos clínicos e farmacológicos para o cotidiano. Como responsável técnica pelo Fala Ciência, dedica-se a combater a desinformação com rigor técnico e embasamento científico de qualidade. Ver perfil no LinkedIn