Gripe K em Santa Catarina: o que diferencia de uma influenza comum

Casos de influenza H3N2 aumentam em seis cidades de SC. (Foto: Indah Lestari via Canva)
Casos de influenza H3N2 aumentam em seis cidades de SC. (Foto: Indah Lestari via Canva)

Nos últimos meses, Santa Catarina registrou casos da gripe K, uma variação da influenza A (H3N2) que ganhou atenção internacional em 2025. Até o momento, foram confirmados 17 diagnósticos distribuídos em seis municípios do estado, sem relatos de complicações graves. 

Embora não represente um aumento significativo na gravidade comparado a outras cepas sazonais, o vírus exige atenção, especialmente para grupos vulneráveis.

Municípios afetados e vigilância epidemiológica

Os casos foram detectados em diferentes cidades catarinenses, distribuídos da seguinte forma:

  • Florianópolis: 11 casos
  • Tubarão: 2 casos
  • Braço do Norte, Palhoça, São José e São Ludgero: 1 caso cada

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) monitora a situação e investiga a origem dos contágios, que ocorreram em todas as faixas etárias. A detecção abrange tanto a síndrome gripal comum quanto a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), reforçando a importância da vigilância contínua em ambientes urbanos e rurais.

Sintomas que diferenciam a gripe K

Embora os sinais iniciais da doença sejam semelhantes aos da gripe sazonal, a gripe K apresenta características que a distinguem:

  • Febre alta desde o início da infecção
  • Dor muscular intensa, acompanhada de mal-estar significativo
  • Prostração abrupta, com dificuldade de realizar atividades diárias
  • Sintomas respiratórios como tosse e dor de garganta podem aparecer, mas nem todos os pacientes os apresentam

Essa combinação permite diferenciar a gripe K de resfriados comuns, que costumam provocar coriza, espirros e sintomas leves, sem impactar fortemente a disposição física.

Perfil da doença e grupos de risco

Apesar de não ter sido associada a quadros graves, a gripe K pode afetar mais intensamente determinados grupos:

  • Idosos
  • Crianças pequenas
  • Gestantes e puérperas
  • Pessoas com comorbidades

Por isso, autoridades de saúde recomendam intensificar medidas preventivas, incluindo higienização das mãos, uso de máscaras em ambientes de risco e vacinação contra influenza sazonal, quando disponível.

Recomendações de prevenção e cuidados

Para reduzir a transmissão e proteger a população, especialistas enfatizam:

  • Evitar contato próximo com pessoas sintomáticas
  • Monitorar sinais de febre alta e dor intensa
  • Procurar atendimento médico imediato se os sintomas forem severos
  • Seguir orientações de higiene respiratória e quarentena domiciliar, se necessário

A experiência internacional mostra que, embora a gripe K possa se espalhar, o impacto geral permanece moderado, com sintomas autolimitados na maioria dos casos.

Rafaela Lucena é farmacêutica, formada pela UNIG, e divulgadora científica. Com foco em saúde e bem-estar, trabalha para levar informação confiável e acessível ao público de forma clara e responsável.