SP confirma segundo caso de Mpox e atualiza recomendações de saúde

Segundo caso de Mpox reforça alerta em São Paulo. (Foto: Getty Images via Canva)
Segundo caso de Mpox reforça alerta em São Paulo. (Foto: Getty Images via Canva)

Um segundo caso da nova variante de Mpox (clado 1b) foi confirmado recentemente no Estado de São Paulo, chamando atenção das autoridades de saúde e da população em geral. A detecção dessa variante reforça a importância de compreender o que está por trás da doença, seus sintomas, formas de transmissão e as medidas preventivas que podem minimizar riscos futuros.

Paciente e contexto epidemiológico

O caso notificado envolveu um homem de 39 anos, residente em Portugal. Ele apresentou os primeiros sinais de Mpox no final de dezembro, foi atendido pelo Instituto de Infectologia Emílio Ribas e permaneceu internado por um dia antes de retornar ao seu país de origem.

Até o momento, não há relatos de outras pessoas que compartilharam o mesmo local de hospedagem apresentando sintomas, indicando um contexto epidemiológico ainda controlado.

Esse é o segundo registro de Mpox clado 1b no Estado. O primeiro caso ocorreu no ano anterior, envolvendo uma mulher de 29 anos que contraiu a nova cepa após contato próximo com um familiar vindo da República Democrática do Congo. Essa paciente evoluiu bem e recuperou-se completamente.

Situação atual da Mpox no Estado

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES‑SP) mantém vigilância constante sobre a evolução dos casos e, até o momento, foram notificados 1.930 casos de Mpox no Estado, sem óbitos associados à doença. Esses números reforçam a necessidade de monitoramento contínuo, mas indicam que a maioria dos casos não evoluiu para desfechos graves.

Como a Mpox é transmitida?

A mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus MPXV, que pode infectar humanos e se espalha principalmente pelo contato direto com pessoas infectadas ou com objetos contaminados. As formas mais comuns de transmissão incluem:

  • contato físico próximo, como abraços, beijos e relações sexuais
  • exposição a lesões cutâneas visíveis
  • uso compartilhado de roupas, toalhas ou utensílios

O período de incubação pode variar de 3 a 21 dias, significando que os sintomas podem aparecer até três semanas após o contato com o agente infeccioso.

Principais sinais e sintomas

Contato com lesões e objetos pode transmitir Mpox. (Foto: Getty Images via Canva)
Contato com lesões e objetos pode transmitir Mpox. (Foto: Getty Images via Canva)

Os sintomas mais frequentemente observados incluem:

  • erupções cutâneas
  • ínguas (linfonodos inchados)
  • febre
  • dores de cabeça e no corpo
  • calafrios e fraqueza

Na maioria dos casos, a Mpox evolui de forma leve a moderada, com sinais regredindo em um período de duas a quatro semanas.

Prevenção e cuidados recomendados

Embora não exista tratamento específico para a Mpox, várias medidas práticas ajudam a reduzir a transmissão:

  • lavar as mãos frequentemente com água e sabão
  • usar álcool em gel em ambientes públicos
  • higienizar roupas, lençóis e objetos pessoais
  • evitar contato direto com pessoas suspeitas ou confirmadas

Quando o contato com indivíduos infectados for necessário, recomenda-se o uso de luvas e máscaras.

Vacinação no Brasil

A vacinação contra a Mpox é direcionada a grupos específicos com maior risco de evolução para formas graves, incluindo:

  • pessoas com HIV/AIDS e baixa contagem de linfócitos T CD4
  • profissionais de laboratório expostos diretamente ao vírus
  • pessoas que tiveram contato de alto ou médio risco com casos confirmados

Essas estratégias integram as ações de vigilância epidemiológica para reduzir o impacto da doença.

Rafaela Lucena é farmacêutica, formada pela UNIG, e divulgadora científica. Com foco em saúde e bem-estar, trabalha para levar informação confiável e acessível ao público de forma clara e responsável.