Primeiro membro ciborgue conecta ossos, músculos e chip em prótese

Reconexão dos músculos por meio da cirurgia AMI, passo essencial para integrar prótese e corpo. (Crédito da imagem: Shu et al., 2025)

A ciência está cada vez mais próxima de transformar ficção científica em realidade. Isso porque, pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) desenvolveram uma prótese biônica inovadora que pode ser considerada o primeiro “membro ciborgue” funcional.

Diferente dos modelos tradicionais, ela se conecta diretamente a músculos e ossos, permitindo que sinais neurais guiem seus movimentos. Além disso, os primeiros resultados mostram ganhos expressivos na mobilidade e na sensação de que a prótese é parte natural do corpo.

O que está por trás dessa revolução científica?

  • Procedimento cirúrgico interface mioneural agonista-antagonista (AMI);
  • Reconexão de músculos que perdem a função após a amputação;
  • Sinais elétricos mais precisos para o controle motor;
  • Haste de titânio implantada no fêmur para estabilidade;
  • Redução de feridas e aumento do conforto.

Por que essa prótese é diferente das outras?

Nova prótese biônica conectada ao fêmur e controlada por sinais neurais. (Crédito da imagem: Shu et al., 2025)

A nova prótese biônica é controlada por 16 fios conectados a eletrodos, que captam os impulsos elétricos dos músculos reconectados. Isso porque a cirurgia AMI cria uma ligação direta entre corpo e dispositivo.

Dessa maneira, os movimentos ficam mais naturais, algo que próteses convencionais ou tecnologias baseadas apenas em inteligência artificial não alcançaram. Cabe ressaltar que os resultados foram publicados na revista Science, consolidando o avanço científico.

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Resultados promissores e próximos passos

Nos primeiros testes, dois voluntários apresentaram melhora em atividades como subir escadas, dobrar o joelho e desviar de obstáculos. Por isso, relataram sentir que a prótese fazia parte de seus próprios corpos, uma conquista inédita.

Sendo assim, essa inovação não apenas devolve a mobilidade, mas também reforça a sensação de identidade corporal.

Portanto, ainda que precise passar por ensaios clínicos maiores e pela aprovação da FDA, espera-se que em até cinco anos a prótese esteja disponível comercialmente. Desse jeito, a ideia de um membro ciborgue deixa de ser apenas ficção científica e se aproxima da realidade.

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Rafaela Lucena é farmacêutica, formada pela UNIG, e divulgadora científica. Com foco em saúde e bem-estar, trabalha para levar informação confiável e acessível ao público de forma clara e responsável.

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