O número de casos de mpox no Brasil apresentou crescimento expressivo nas últimas semanas e já soma 88 confirmações em 2026. O dado chama atenção porque, poucos dias antes, o total era praticamente a metade. Apesar disso, não há registros de óbitos neste ano, e a maioria dos pacientes evolui com formas leves ou moderadas da doença.
Ainda que o cenário atual não indique gravidade ampla, o aumento acelerado reforça a necessidade de monitoramento epidemiológico contínuo e de informação qualificada para a população.
Crescimento recente e panorama nacional
Segundo dados atualizados do Ministério da Saúde, além dos 88 casos confirmados, dois seguem em investigação. O salto num curto intervalo de tempo demonstra circulação ativa do vírus, ainda que controlada.
Para efeito de comparação, em 2025 o país contabilizou 1.079 diagnósticos confirmados e dois óbitos. No mesmo período do ano anterior, os registros eram significativamente mais altos, ultrapassando duas centenas de notificações.
Esse histórico sugere que, embora haja aumento recente, o comportamento da doença pode variar ao longo do ano, exigindo análise técnica e vigilância constante.
Distribuição dos casos pelo país
O estado de São Paulo lidera amplamente em número de confirmações, acumulando 62 registros até o momento. Já nos demais estados, os casos aparecem de forma mais pontual e distribuída:
- Rio de Janeiro: 15 casos
- Rondônia: 4 casos
- Minas Gerais: 3 casos
- Rio Grande do Sul: 2 casos
- Distrito Federal: 1 caso
- Paraná: 1 caso
Esse recorte geográfico mostra maior incidência na região Sudeste, especialmente em áreas com grande concentração populacional. Em centros urbanos densamente povoados, o contato interpessoal frequente pode favorecer a circulação de vírus transmitidos por proximidade física.
O que é mpox e de que forma acontece o contágio
A mpox é uma doença infecciosa provocada pelo vírus monkeypox, integrante do mesmo grupo viral relacionado à antiga varíola humana.
A disseminação acontece, sobretudo, por contato físico direto e próximo, principalmente quando há exposição a:
- Lesões cutâneas
- Fluidos corporais
- Gotículas respiratórias em contato prolongado
- Objetos contaminados
Diferentemente de vírus respiratórios de alta transmissibilidade, a mpox costuma exigir proximidade mais íntima para disseminação, o que contribui para maior controle quando há identificação precoce dos casos.
Sintomas e evolução clínica
Os sinais mais frequentes incluem:
- Febre
- Dor de cabeça
- Aumento de gânglios linfáticos
- Lesões na pele, que podem surgir em rosto, mãos, pés e região genital
Na maioria das situações, a evolução é autolimitada, ou seja, o próprio organismo consegue controlar a infecção ao longo das semanas. Entretanto, indivíduos com imunossupressão apresentam risco aumentado de complicações e demandam acompanhamento médico mais próximo.
Monitoramento é essencial
Embora o número de casos ainda esteja distante de cenários críticos anteriores, o crescimento recente reforça a importância da vigilância epidemiológica ativa. Detectar rapidamente novos registros permite:
- Isolamento adequado dos pacientes
- Rastreamento de contatos
- Redução da cadeia de transmissão
Além disso, a informação clara evita alarmismo e, ao mesmo tempo, combate a desinformação.Em síntese, o atual aumento de casos de mpox no Brasil não indica cenário de gravidade ampla, mas sinaliza que a doença segue circulando. Portanto, manter atenção aos sintomas, buscar orientação médica diante de lesões suspeitas e acompanhar as atualizações das autoridades sanitárias continuam sendo medidas fundamentais.

