A confirmação de três casos de Mpox em Minas Gerais em 2026 reforça a importância da vigilância epidemiológica e da informação qualificada. Dois registros ocorreram em Belo Horizonte e um em Contagem, todos envolvendo homens entre 35 e 45 anos. Além disso, outras notificações seguem em investigação, o que mantém o sistema de saúde em estado de atenção.
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, os casos confirmados apresentam quadro clínico compatível com a doença e estão sendo acompanhados. Em nível nacional, o Ministério da Saúde aponta dezenas de registros em 2026, com maior concentração no estado de São Paulo.
Entendendo o que é a Mpox e por que ela preocupa
A Mpox é causada por um vírus da mesma família da varíola humana, erradicada globalmente em 1980. Embora historicamente restrita a regiões da África, a doença passou a apresentar novo padrão de disseminação a partir de 2022, com aumento de casos fora do continente africano.
O vírus possui dois principais clados genéticos:
• Clado 1, associado a quadros potencialmente mais graves
• Clado 2, geralmente relacionado a manifestações mais leves
A maioria dos casos recentes no Brasil evolui de forma leve ou moderada, sem registro de óbitos confirmados neste ano. Ainda assim, a possibilidade de complicações exige monitoramento constante.
Sintomas e período de incubação
Os sinais clínicos da Mpox podem variar, mas costumam incluir:
• Lesões na pele, que podem evoluir para crostas
• Febre
• Dor de cabeça e dores musculares
• Aumento de gânglios linfáticos
• Calafrios e fadiga
O período de incubação geralmente varia de 3 a 16 dias, podendo chegar a 21 dias. Por isso, qualquer pessoa com sintomas compatíveis deve procurar avaliação em uma Unidade Básica de Saúde e informar possíveis contatos recentes.
Como ocorre a transmissão
A transmissão acontece principalmente por contato direto com lesões cutâneas, fluidos corporais ou objetos contaminados. Além disso, o contato íntimo prolongado, incluindo relações sexuais desprotegidas, tem papel relevante na cadeia de disseminação observada nos últimos anos.
Portanto, medidas simples podem reduzir significativamente o risco:
• Evitar contato próximo com pessoas sintomáticas
• Não compartilhar roupas, toalhas ou utensílios pessoais
• Utilizar luvas e máscara ao cuidar de alguém infectado
• Manter higiene frequente das mãos com água e sabão ou álcool gel
Pessoas com suspeita ou confirmação devem permanecer em isolamento até o término do período de transmissibilidade.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é realizado por meio de coleta de material das lesões e análise laboratorial por PCR, técnica que identifica o material genético do vírus com alta precisão.
Atualmente, não há tratamento antiviral específico amplamente disponível para todos os casos. O manejo clínico é voltado para controle dos sintomas, hidratação e prevenção de complicações. Felizmente, a maior parte dos pacientes apresenta recuperação completa com suporte adequado.
Vigilância ativa e informação como ferramentas-chave
Embora os números ainda sejam limitados em Minas Gerais, a confirmação de casos reforça que a Mpox continua sob monitoramento no Brasil. A atuação integrada entre estados e autoridades federais permite identificar rapidamente novos registros e interromper cadeias de transmissão.
Em um cenário global de circulação de vírus emergentes e reemergentes, a combinação de informação confiável, diagnóstico precoce e prevenção individual segue sendo a estratégia mais eficaz para conter a disseminação da Mpox e proteger a saúde coletiva.

