O Carnaval é marcado por festas, calor intenso e longas horas de exposição ao sol, criando um cenário perfeito para a desidratação, um problema de saúde que muitos ignoram. A perda de líquidos e sais minerais essenciais pode gerar sintomas iniciais leves, mas sem atenção, evoluir para condições graves como insuficiência renal, problemas cardiovasculares e até complicações neurológicas.
O que é desidratação e por que é perigosa
A desidratação ocorre quando o corpo perde mais líquidos do que ingere, prejudicando a regulação da temperatura e o funcionamento dos órgãos. Segundo um meta-review publicado em setembro de 2025 no International Journal of Public Health (Thiel J. et al., The Spectrum of Heat-Related Diseases – A Meta-Review, DOI: 10.3389/ijph.2025.1608592), a desidratação é apenas uma das diversas condições de saúde relacionadas ao calor, que incluem doenças cardiovasculares, renais e respiratórias, além de distúrbios mentais.
Sinais de alerta que não devem ser ignorados
Identificar os primeiros sinais de desidratação é crucial, especialmente durante eventos prolongados ao ar livre. Entre os sintomas mais comuns estão:
- Boca seca e sede intensa
- Tontura ou sensação de fraqueza
- Urina escura e volume reduzido
- Fadiga e dificuldade de concentração
- Aumento da frequência cardíaca e palpitações
Se não tratada, a desidratação pode evoluir para golpe de calor, caracterizado por confusão mental, convulsões e perda de consciência, exigindo atendimento médico imediato.
Fatores que aumentam o risco
O estudo de Thiel et al. destaca que a exposição prolongada a altas temperaturas, combinada com atividade física intensa, consumo insuficiente de água e bebidas alcoólicas, aumenta significativamente o risco de desidratação.
Além disso, pessoas idosas, crianças e indivíduos com doenças crônicas são particularmente vulneráveis.
Prevenção e cuidados durante o Carnaval
Para reduzir os riscos, algumas medidas simples podem ser eficazes:
- Beber água regularmente, mesmo sem sentir sede
- Manter-se fora do sol intenso durante os horários de pico
- Usar roupas leves e chapéus para proteger do calor
- Ingerir alimentos que repõem eletrólitos, como frutas e verduras
- Limitar o consumo de álcool, que contribui para a desidratação
O meta-review de Thiel e colaboradores reforça que, com o aumento das ondas de calor globais, estratégias preventivas são essenciais para reduzir internações hospitalares e complicações relacionadas ao calor.
A importância da atenção imediata
Ignorar sinais de desidratação pode levar a complicações graves. A monitorização constante da ingestão de líquidos e a observação dos sintomas iniciais são fundamentais.
Além disso, programas de saúde pública e informações claras sobre os riscos do calor podem ajudar a proteger grandes grupos durante eventos como o Carnaval.

