Cinco anos depois de desaparecer, um cachorro chamado Chong voltou para casa após ser encontrado a mais de 1.000 quilômetros de distância de sua família. O reencontro aconteceu depois que o animal foi localizado atrás de um posto de gasolina para caminhoneiros em Indiana, nos Estados Unidos, enquanto sua antiga família vivia em Lincoln, Nebraska.
A distância impressiona, mas o intervalo de tempo torna a história ainda mais surpreendente. Chong havia desaparecido em 2021, e sua família continuou procurando pelo animal mesmo depois de tanto tempo sem qualquer pista.
A esperança finalmente ganhou um novo motivo quando uma publicação nas redes sociais mostrou um cachorro que apresentava características semelhantes às de Chong. A família entrou em contato com um abrigo de animais do condado de Hendricks e descobriu que, de fato, o cão era o mesmo que havia desaparecido anos antes.
Uma pista pequena foi capaz de mudar tudo
Quando Chong foi encontrado, havia um detalhe que complicava a situação. Durante o período em que esteve perdido, alguém havia colocado um microchip no animal.
O dispositivo permitiu identificar que existia uma pessoa associada ao cachorro durante os anos em que ele esteve desaparecido. O abrigo precisou seguir os procedimentos necessários antes de entregá-lo novamente à família original.
O cachorro também encontrou uma novidade. Durante os cinco anos de ausência, a família havia adotado outro cão, chamado Che Che, que passou a fazer parte da recepção ao antigo companheiro.
As imagens do reencontro mostram Chong inicialmente confuso, antes de se aproximar da antiga tutora. Pouco depois, o comportamento do animal mudou, com sinais de excitação e proximidade física.
A memória dos cães pode guardar informações sobre seus tutores
O reencontro de Chong também chama atenção para uma característica fascinante da cognição canina: cães conseguem reconhecer pessoas conhecidas utilizando diferentes sentidos.
O olfato é especialmente importante. Em um estudo publicado na revista Scientific Reports em 2021, a pesquisadora Lucie Přibylová, primeira autora do trabalho, investigou a capacidade de cães e humanos reconhecerem indivíduos pelo cheiro. Pesquisas anteriores também indicaram que cães podem apresentar respostas cerebrais diferentes diante do odor de uma pessoa familiar.
Isso ajuda a explicar por que o cheiro pode ter um papel tão importante na relação entre cães e humanos. Entretanto, não é possível afirmar que Chong reconheceu sua tutora pelo odor. O caso não foi investigado cientificamente e não existem dados para determinar quais sentidos participaram do reencontro.
Além disso, estudos mostram que cães conseguem identificar a voz de seus tutores, mesmo quando não conseguem vê-los. Em uma pesquisa publicada na revista Biologia Futura, cães escolheram a voz do próprio tutor com maior frequência do que a voz de uma pessoa desconhecida.
Portanto, a combinação de olfato, audição, visão e experiências anteriores pode contribuir para que um cão reconheça pessoas importantes mesmo depois de períodos de separação.
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Cinco anos não apagaram o vínculo
A história de Chong mostra como a identificação adequada de animais pode fazer diferença mesmo muito tempo depois de um desaparecimento.
O microchip, por exemplo, pode funcionar como uma espécie de identidade permanente do animal, desde que seus dados estejam corretamente cadastrados e atualizados. Coleiras com identificação e registros atualizados também podem facilitar a localização de um pet perdido.
Para famílias que passam por uma situação semelhante, algumas medidas são especialmente importantes:
- Manter o microchip cadastrado e atualizado
- Usar identificação na coleira
- Comunicar o desaparecimento a abrigos e clínicas veterinárias
- Divulgar fotos recentes nas redes sociais
- Verificar regularmente animais encontrados na região
No caso de Chong, foram necessários cinco anos e mais de 1.000 quilômetros até que uma pista finalmente conectasse o cachorro à família que nunca deixou de procurá-lo.
