Os Alpes italianos guardam um tesouro pré-histórico que promete revolucionar o estudo dos dinossauros. Recentemente, foram descobertas cerca de 20.000 pegadas de dinossauros, preservadas por aproximadamente 210 milhões de anos, próximas aos locais que serão sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, entre as cidades de Livigno e Bormio.
O sítio está localizado no Parque Nacional Stelvio, nos Alpes centrais do norte da Itália. As pegadas foram identificadas pelo fotógrafo de natureza Elio Della Ferrera, em 14 de setembro, e posteriormente analisadas pelo Museu Nacional de História Natural de Milão (MNHM). Esses vestígios datam do período Triássico e representam um dos depósitos de icnofósseis mais importantes do mundo.
Registro raro de dinossauros herbívoros

As 20.000 pegadas se estendem por aproximadamente cinco quilômetros, formando um registro extenso do comportamento de dinossauros herbívoros bípedes de pescoço longo, que podiam atingir 10 metros de comprimento e pesar até quatro toneladas.
As marcas revelam detalhes impressionantes, como dedos e garras, permitindo que pesquisadores reconstruam padrões de locomoção e ritmo de caminhada dos animais, que se moviam de forma lenta e tranquila.
Tecnologia essencial para a pesquisa
Devido à localização remota e inacessível do sítio, pesquisadores utilizaram drones e sensoriamento remoto para documentar as pegadas.
Fotos, vídeos e evidências geológicas detalhadas possibilitaram uma análise precisa da distribuição das 20.000 pegadas, garantindo que cada vestígio seja estudado sem comprometer sua preservação.
Relevância científica e turística
O local não apenas representa um marco para a paleontologia, mas também possui grande potencial turístico. O governo da Lombardia planeja abrir a área ao público, permitindo que visitantes conheçam de perto um registro fóssil único. Essa iniciativa conecta ciência, história natural e educação, tornando o sítio uma referência global para estudos do Triássico e comportamento de dinossauros herbívoros.
As 20.000 pegadas de dinossauros reforçam como regiões modernas podem esconder tesouros pré-históricos, oferecendo uma janela para um passado distante e fascinante. O sítio promete décadas de pesquisa e será fonte de estudo e inspiração para paleontólogos, geólogos e amantes da história natural ao redor do mundo.

