A busca por alimentos funcionais e nutritivos ganhou um novo candidato: o bambu. Com crescimento extremamente rápido e fácil adaptação, os brotos de bambu não são apenas crocantes e versáteis na culinária, mas também carregam compostos que podem beneficiar a saúde metabólica, cardiovascular e intestinal. Pesquisas recentes indicam que o consumo regular pode reduzir a inflamação, melhorar perfis de glicose e apoiar o equilíbrio das bactérias intestinais.
Nutrientes que tornam o bambu único
Os brotos de bambu são ricos em proteínas vegetais, fibras e aminoácidos essenciais, além de fornecer minerais como selênio e potássio e vitaminas importantes, incluindo A, B6, tiamina, niacina e E. Essa combinação favorece não apenas o metabolismo energético, mas também a integridade de ossos, músculos e tecidos em geral.
Além disso, as fibras alimentares presentes no bambu, como celulose, hemicelulose e lignina, contribuem para regular a digestão, promover saciedade e estabilizar a glicemia, enquanto seus antioxidantes combatem o estresse oxidativo, ajudando a prevenir danos celulares.
Benefícios para metabolismo e coração

Estudos analisados na revisão publicada em Advances in Bamboo Science (Damiano Pizzol et al., 2025; DOI: 10.1016/j.bamboo.2025.100210) indicam que o bambu pode:
- Regular níveis de glicose, favorecendo pessoas com risco de diabetes
- Melhorar o perfil lipídico, reduzindo risco cardiovascular
- Estimular bactérias intestinais benéficas, que impactam positivamente o metabolismo
Experimentos in vitro e in vivo também mostraram que compostos do bambu podem reduzir a formação de substâncias tóxicas, como furano e acrilamida, em alimentos cozidos, tornando preparações mais seguras.
Cuidados na preparação
Apesar dos benefícios, algumas espécies de bambu contêm glicosídeos cianogênicos, que podem liberar cianeto se consumidos crus. Além disso, certos compostos podem interferir na função da tireoide, aumentando risco de bócio. Para evitar problemas, recomenda-se ferver os brotos antes do consumo.
O estudo da Anglia Ruskin University conclui que, apesar do número limitado de ensaios clínicos em humanos, o bambu tem potencial como um superalimento funcional, capaz de oferecer benefícios metabólicos, digestivos e antioxidantes. Sua versatilidade na cozinha e perfil nutricional sugere que pode se tornar uma opção alimentar sustentável e global.

