O Brasil entra em alerta com a formação de um novo corredor de umidade, capaz de provocar chuvas intensas, alagamentos e deslizamentos até o final da semana. Esse fenômeno, que se estende do Norte ao Sudeste do país, promete transformar rapidamente o cenário climático em diversas regiões, exigindo atenção redobrada da população e das autoridades.
O sistema, tecnicamente chamado de Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), concentra grandes volumes de chuva em curtos períodos, aumentando significativamente o risco de desastres naturais em áreas urbanas e de encosta. Durante sua atuação, algumas cidades podem registrar em poucos dias o equivalente ao volume de chuva de todo o mês. Regiões mais afetadas e impactos esperados:
- Zona da Mata Mineira e Vale do Rio Doce: alta probabilidade de enchentes e alagamentos;
- Espírito Santo e Norte Fluminense: risco elevado de deslizamentos de terra em áreas de encosta;
- Grandes centros urbanos: tráfego comprometido, ruas alagadas e transtornos no transporte.
Medidas essenciais para enfrentar chuvas fortes e prevenir acidentes graves

A persistência das chuvas intensifica o perigo em áreas com solos encharcados, aumentando a probabilidade de deslizamentos e acidentes. A combinação de ventos fortes e raios torna ainda mais importante evitar deslocamentos desnecessários e manter distância de rios, córregos e árvores isoladas.
Para reduzir riscos, recomenda-se não dirigir nem atravessar ruas alagadas, evitar abrigos sob árvores, estruturas metálicas ou locais abertos, desconectar eletrônicos ligados à tomada durante tempestades e manter atenção aos alertas sobre transbordamento de rios e córregos.
Esse fenômeno é típico do verão brasileiro, quando o ar úmido da Amazônia é canalizado em direção ao Sudeste, formando longas faixas de nuvens que provocam precipitação contínua. Compreender a dinâmica do corredor de umidade e seguir as orientações de segurança é essencial para proteger a população e reduzir impactos sobre a saúde e a infraestrutura urbana.

