O Sol entrou em uma fase de intensa atividade nesta semana, liberando uma erupção solar de classe X acompanhada por uma ejeção de massa coronal (EMC) em direção à Terra. Este tipo de fenômeno pode desencadear tempestades geomagnéticas fortes, com impactos diretos sobre satélites, sistemas de comunicação e até a visibilidade da aurora boreal em regiões pouco comuns.
O que torna este evento particularmente relevante é a combinação de intensidade e velocidade da EMC. Se a orientação magnética estiver voltada para o sul, o fenômeno será mais “geoeficaz”, permitindo que a energia solar interaja com o campo magnético terrestre. Caso contrário, grande parte da energia será desviada, reduzindo os efeitos observáveis.
- Intensidade da erupção: X1,9;
- Possível impacto: tempestade geomagnética G3 a G4;
- Áreas afetadas: potencial visibilidade de auroras até latitudes médias;
- Riscos: interrupção em comunicações de rádio, GPS degradado e aumento do arrasto em satélites.
Entendendo a erupção solar de classe X

Erupções solares são classificadas por letras de A a X, sendo que cada nível representa um aumento exponencial na emissão de energia. As erupções de classe X são as mais poderosas, capazes de produzir clarões intensos de radiação e ejeções de plasma que viajam milhões de quilômetros pelo espaço em poucas horas. A recente erupção ocorreu na região ativa AR4341 e já provocou apagões de rádio sobre as Américas.
Como a ejeção de massa coronal afeta a Terra?
Uma EMC é uma gigantesca expulsão de plasma solar carregada de campos magnéticos. Quando atinge a magnetosfera, pode gerar tempestades geomagnéticas, que:
- Intensificam a atividade auroral, permitindo que luzes do norte sejam vistas em latitudes médias;
- Interferem em sistemas de navegação e comunicação;
- Afetam satélites e espaçonaves em órbita.
A previsão do Met Office indica que a tempestade poderá variar de forte (G3) a severa (G4), dependendo da orientação magnética da EMC. Meteorologistas espaciais monitoram continuamente a velocidade, direção e inclinação do campo magnético para estimar o momento exato de chegada.
Mesmo com variabilidade, o evento representa uma oportunidade rara para observadores do céu e caçadores de auroras, além de servir como alerta para impactos tecnológicos decorrentes do clima espacial intenso.

