SpaceX recebe aval para 7.500 satélites Starlink e aumenta riscos de colisão orbital

Starlink cresce: SpaceX planeja 7.500 satélites em órbita (Imagem: Fala Ciência via ChatGPT)
Starlink cresce: SpaceX planeja 7.500 satélites em órbita (Imagem: Fala Ciência via ChatGPT)

A corrida pela internet global via satélite ganhou um novo capítulo: a SpaceX recebeu permissão para lançar mais 7.500 satélites Starlink, dobrando praticamente sua constelação atual e aproximando-se de 15 mil unidades em órbita. A medida não apenas fortalece a capacidade de oferecer conexão de alta velocidade em regiões remotas, mas também levanta alertas sobre segurança e gestão do tráfego espacial. Para organizar melhor o processo de expansão, a SpaceX definiu um cronograma estratégico:

  • 50% dos novos satélites devem estar em órbita até dezembro de 2028;
  • Metade restante será lançada até dezembro de 2031;
  • A constelação operará em cinco faixas de frequência, otimizando cobertura e desempenho.

Essas medidas reforçam o compromisso da empresa com a continuidade do serviço e o equilíbrio entre crescimento e segurança orbital.

Desafios do espaço cada vez mais congestionado

Internet global em expansão com novos satélites Starlink (Imagem: Photocreo via Canva)
Internet global em expansão com novos satélites Starlink (Imagem: Photocreo via Canva)

O número de objetos em órbita baixa está crescendo rapidamente. Estimativas indicam que, até o fim da década, cerca de 70 mil satélites podem circular entre 160 e 2.000 km de altitude. Para reduzir riscos de colisões, a SpaceX decidiu rebaixar 4.400 satélites atuais de 550 km para 480 km, uma faixa com menos satélites de outras companhias. Os principais objetivos dessa estratégia incluem:

  • Diminuir a probabilidade de colisões;
  • Facilitar o monitoramento orbital;
  • Garantir maior segurança para novas constelações.

Essa reorganização gradual será realizada ao longo dos próximos meses, reforçando a importância do planejamento espacial responsável.

Impactos para conectividade e ciência

O crescimento da Starlink significa mais do que números: representa uma expansão significativa do acesso à internet, incluindo áreas rurais e regiões com infraestrutura limitada. Ao mesmo tempo, o aumento da quantidade de satélites exige tecnologias avançadas de gestão de tráfego orbital, desorbitação segura e normas internacionais de segurança espacial.

Assim, enquanto a Starlink transforma a conectividade mundial, também surge um novo desafio científico e tecnológico: conciliar inovação, expansão e sustentabilidade do espaço próximo à Terra.

Leandro Sinis é biólogo, formado pela UFRJ, e atua como divulgador científico. Apaixonado por ciência e educação, busca tornar o conhecimento acessível de forma clara e responsável.