A dor no joelho causada pela osteoartrite é uma das principais queixas entre adultos, especialmente com o avanço da idade. Muitas pessoas recorrem a medicamentos para aliviar o desconforto, porém, novas evidências mostram que soluções mais simples podem ser ainda mais eficazes e seguras.
Uma ampla análise científica publicada na revista PLOS One, conduzida por Xiao Chen em 2025, avaliou diferentes abordagens para o tratamento da osteoartrite do joelho e trouxe resultados surpreendentes.
O simples surpreende
A pesquisa analisou dados de 139 ensaios clínicos, envolvendo quase 10 mil participantes, comparando 12 tipos de tratamentos não medicamentosos.
Entre eles estavam desde tecnologias mais sofisticadas até abordagens acessíveis do dia a dia. O objetivo foi identificar quais realmente fazem diferença no controle da dor e na melhora da mobilidade.
O resultado foi claro. Terapias simples se destacaram como as mais eficazes, superando inclusive algumas opções consideradas mais modernas.
As estratégias que mais aliviam a dor no joelho

Entre todas as opções avaliadas, três se destacaram de forma consistente:
- Joelheiras: ajudaram a reduzir a dor e melhorar a estabilidade da articulação
- Hidroterapia: exercícios em água morna aliviaram significativamente o desconforto
- Exercícios físicos: promoveram melhora da mobilidade e da função do joelho
Essas abordagens atuam diretamente na redução da sobrecarga articular e no fortalecimento muscular, fatores essenciais para controlar os sintomas da osteoartrite.
Além disso, a hidroterapia se mostrou especialmente eficaz, já que a água reduz o impacto nas articulações enquanto facilita os movimentos.
Nem toda tecnologia traz melhores resultados
Embora algumas terapias modernas, como laser de alta intensidade e ondas de choque, tenham apresentado benefícios moderados, elas não superaram as opções mais simples.
Por outro lado, o ultrassom terapêutico teve desempenho inferior, sendo classificado como uma das alternativas menos eficazes no alívio da dor e na melhora funcional.
Isso reforça uma ideia importante. Nem sempre o tratamento mais tecnológico é o mais eficiente.
Menos risco, mais segurança para o paciente
Outro ponto essencial destacado pela análise é a segurança. Medicamentos anti-inflamatórios, apesar de comuns, podem causar efeitos colaterais importantes, como problemas gastrointestinais e cardiovasculares.
Já as terapias não medicamentosas oferecem benefícios sem esses riscos, tornando-se uma opção mais segura, especialmente para uso prolongado.
Dessa forma, priorizar estratégias conservadoras pode ser uma escolha mais equilibrada e sustentável para o tratamento da dor.
O futuro do tratamento pode ser mais simples
Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores destacam que ainda existem variações entre os estudos analisados. Mesmo assim, o conjunto de evidências aponta para um caminho claro.
No futuro, a combinação de diferentes terapias simples pode potencializar ainda mais os resultados, além de tornar o tratamento mais acessível.
Pequenas mudanças, grandes resultados
Conviver com dor no joelho não precisa significar dependência de medicamentos. O estudo publicado na PLOS One reforça que abordagens simples podem trazer alívio real e melhorar a qualidade de vida.
Incorporar exercícios, utilizar suportes como joelheiras e explorar terapias como a hidroterapia pode fazer uma grande diferença no dia a dia.
No fim das contas, o caminho mais eficaz pode ser justamente o mais simples.

