Quando pensamos em dinossauros ou mamutes, muitas vezes os imaginamos correndo com agilidade surpreendente, desafiando o espaço e o tempo. No entanto, um estudo recente publicado na Scientific Reports revelou que esses gigantes eram consideravelmente mais lentos do que se acreditava. Pesquisadores de universidades da Austrália, Finlândia e Espanha revisaram estimativas históricas utilizando modelos matemáticos baseados em dados empíricos de elefantes vivos, considerados os melhores equivalentes modernos para grandes vertebrados extintos.
Os resultados mostram que, à medida que o tamanho do corpo aumenta, a velocidade máxima tende a diminuir de forma significativa. Novas descobertas sobre locomoção pré-histórica
- Animais plantígrados e graviportais (como os mamutes e dinossauros gigantes) se movimentavam mais devagar que os digitígrados ou ungulígrados;
- Elefantes modernos, referência para comparação, não ultrapassam 25 km/h, mesmo sendo os maiores animais terrestres vivos;
- A superestimação de velocidades anteriores pode ter chegado a 70% de erro devido a modelos que misturavam anatomias muito distintas.
Mamutes: gigantes lentos, mas impressionantes
O estudo analisou diferentes espécies de mamutes, mostrando que o mamute-lanoso, com cerca de 6 toneladas, atingia uma velocidade máxima de aproximadamente 20 km/h, enquanto o Mammut borsoni, que podia chegar a 16 toneladas, dificilmente ultrapassava 15 km/h.

Já o Mammuthus meridionalis, encontrado na Espanha, tinha uma velocidade máxima estimada em cerca de 18 km/h. Esses dados reforçam que, apesar do porte imponente, os proboscídeos extintos tinham sua agilidade limitada, dependendo principalmente da massa corporal e da estrutura óssea.
Dinossauros saurópodes surpreendentemente lentos
Os dinossauros gigantes, como o Argentinosaurus huinculensis e o Turiasaurus riodevensis, apresentaram velocidades ainda mais baixas, sendo que o Argentinosaurus, com cerca de 75 toneladas, não superava 10 km/h, enquanto o Turiasaurus, pesando aproximadamente 42 toneladas, alcançava no máximo 11,8 km/h.
Esses dados indicam que a locomoção dos maiores vertebrados terrestres era relativamente limitada, apesar do impacto visual e da presença imponente no ecossistema pré-histórico. Além de corrigir equívocos populares, a pesquisa reforça a importância de modelos baseados em evidências reais para estimar características de espécies extintas, contribuindo para compreender a biomecânica, o comportamento e a ecologia desses animais, o que aprimora tanto o ensino quanto a divulgação científica.

