As florestas tropicais sempre foram vistas como ecossistemas resilientes, mas novos estudos mostram sinais preocupantes. A Amazônia, em especial, já registra efeitos claros das secas extremas, que podem comprometer não apenas o crescimento das árvores, mas também sua sobrevivência. E isso não é um detalhe qualquer: as consequências podem repercutir no equilíbrio climático global.
Quando a floresta começa a dar sinais de fraqueza
- 163 espécies tropicais foram analisadas em estudo internacional;
- Em anos de estiagem severa, árvores crescem menos e morrem mais;
- A mortalidade aumentou 10%, gerando emissões de gases de efeito estufa;
- O impacto já equivale às emissões de um país como a Alemanha;
- O risco é ainda maior com o aquecimento global em aceleração.
Isso porque a diminuição no crescimento está ligada ao funcionamento interno da planta: em secas extremas, a coluna de água que percorre os vasos condutores pode se romper, levando ao colapso do transporte de nutrientes. Por isso, árvores mais velhas tendem a morrer e as mais jovens a viver menos.
O que a ciência está descobrindo nos anéis das árvores

A pesquisa, que envolveu mais de 150 cientistas, utilizou a análise dos anéis de crescimento dos troncos para reconstruir o impacto do clima desde 1930. Vale destacar que essa técnica, chamada dendrocronologia, permite identificar tanto anos de estiagem como períodos de chuvas intensas.
Cabe ressaltar que até mesmo espécies de biomas mais secos, como o Cerrado e a Caatinga, mostraram queda no crescimento durante secas severas, mas retomaram o ritmo com o retorno das chuvas. Sendo assim, percebe-se que existe uma certa resiliência, mas com limites bem definidos.
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As mudanças climáticas intensificam o cenário
Nas últimas décadas, a intensidade das secas aumentou. Isso porque o clima amazônico não está apenas ficando mais seco, mas sim mais extremo, alternando chuvas torrenciais com estiagens prolongadas. Dessa maneira, a tendência é de que as árvores percam a capacidade de absorver carbono, comprometendo ainda mais o equilíbrio climático.
Com isso, fica claro por que os cientistas alertam: se a temperatura continuar a subir, veremos não apenas mais mortalidade de árvores, mas também o agravamento do aquecimento global. Portanto, entender esses processos é essencial para pensar em estratégias de mitigação e preservação da Amazônia.
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