Artemis 2:  Descubra como a NASA vai manter os astronautas conectados à Terra

Astronautas da Artemis II conectados à Terra por redes avançadas NASA (Imagem: NASA/Kim Shiflett)
Astronautas da Artemis II conectados à Terra por redes avançadas NASA (Imagem: NASA/Kim Shiflett)

A missão Artemis II da NASA marcará um novo capítulo da exploração espacial, levando quatro astronautas ao redor da Lua e preparando o caminho para missões humanas a Marte. Para que essa jornada seja bem-sucedida, a comunicação entre a espaçonave Orion e a Terra precisa ser constante, confiável e rápida, mesmo atravessando milhares de quilômetros de espaço.

As redes de comunicação da NASA desempenham um papel crucial nesse processo. Elas não apenas permitem transmissões de voz, dados vitais, imagens e vídeos, mas também garantem que a tripulação receba suporte técnico em tempo real, assegurando a segurança e o sucesso da missão. Principais componentes das redes da Artemis II:

  • Rede de Espaço Próximo (Near Space Network): opera com estações terrestres e satélites de retransmissão para comunicação e navegação em órbita terrestre;
  • Rede de Espaço Profundo (Deep Space Network – DSN): composta por grandes antenas na Califórnia, Espanha e Austrália, mantém contato quase contínuo com Orion na órbita lunar;
  • Sistema de Comunicações Ópticas Orion Artemis II: utiliza enlaces a laser para transmissão de dados com alta largura de banda, capaz de enviar mais de 100 vezes mais informações que as redes de rádio tradicionais.

Como os dados e a tripulação permanecem conectados

Durante a missão, a Orion passará por apagões de comunicação planejados, como quando estiver atrás da Lua. Nesses momentos, a rede terrestre perde contato, mas os sinais são rapidamente recuperados quando a espaçonave reaparece. Para gerenciar o grande volume de informações, os dados recebidos na Terra são comprimidos, priorizando comunicações da tripulação e informações críticas da missão.

Além disso, a NASA trabalha em um sistema de retransmissão lunar, posicionando satélites ao redor da Lua para fornecer comunicação contínua para orbitadores, módulos de pouso e astronautas. Essa tecnologia será testada em missões futuras, como a Artemis III, ampliando o alcance e a confiabilidade das redes de exploração lunar.

Conectando a Terra ao espaço profundo

Do lançamento ao retorno, as redes da NASA servem como elo vital entre astronautas e controladores da missão. Elas garantem não apenas segurança e monitoramento, mas também que a exploração espacial avance com dados científicos confiáveis, preparando a humanidade para novas fronteiras além da Lua.

Leandro Sinis é biólogo, formado pela UFRJ, e atua como divulgador científico. Apaixonado por ciência e educação, busca tornar o conhecimento acessível de forma clara e responsável.