Tempestade solar inédita eleva radiação em altitudes de aviões pela primeira vez

Tempestade solar histórica eleva radiação a altitudes de aviões (Imagem: Gerada por IA/ Gemini)

Um evento solar extremo registrado recentemente no Reino Unido trouxe à tona a importância do monitoramento de radiação atmosférica e seus efeitos sobre a aviação. Em 11 de novembro de 2025, uma erupção solar de classe X5 provocou o aumento mais significativo da radiação em quase 20 anos, sendo detectável até o nível do solo. Essa tempestade gerou atenção global entre meteorologistas e especialistas em clima espacial, destacando a necessidade de tecnologias avançadas para proteger tanto aeronaves quanto passageiros.

Monitoramento inovador em ação

Radiação solar recorde alerta para impactos na aviação e eletrônica (Imagem: Gerada por IA/ Gemini)

Novos sensores de radiação em balões foram lançados rapidamente para medir o impacto da tempestade em altitudes de voo. Esses instrumentos forneceram dados essenciais para mapear a intensidade e a distribuição da radiação no espaço aéreo.

  • Os níveis de radiação a 12.000 metros chegaram a quase dez vezes o normal, embora por pouco tempo;
  • Partículas energéticas provocaram potenciais erros eletrônicos em sistemas de aeronaves, estimados em 60 falhas por gigabyte por hora;
  • O evento foi registrado como o mais intenso desde 2006, mas apenas 2% do maior evento histórico de 1956;
  • Sensores ascenderam a 30.000 metros, mais que o dobro da altitude de voos comerciais, garantindo dados inéditos;
  • As informações serão usadas para aprimorar modelos de previsão e resiliência da aviação.

Raridade e contexto histórico

Sensores em balões registram pico de radiação mais intenso em 20 anos (Imagem: Gerada por IA/ Gemini)

Eventos desse porte ocorrem apenas algumas vezes por ciclo solar. Comparado a tempestades antigas, como os “Eventos de Miyake” detectados em anéis de árvores, a erupção de 2025 é moderada, mas ainda relevante para segurança aérea e infraestrutura tecnológica. O período relativamente calmo das últimas duas décadas fez com que o impacto fosse especialmente notável para cientistas e operadores de voo.

O uso de balões equipados com sensores de alta precisão permite uma visualização tridimensional da radiação em tempo real. Isso possibilita decisões rápidas para o setor aéreo e aprimora o entendimento científico sobre clima espacial, incluindo como eventos extremos podem afetar sistemas eletrônicos e saúde dos passageiros.

Novos lançamentos estão planejados para expandir a cobertura e garantir maior capacidade de previsão. Com cada evento monitorado, os modelos se tornam mais precisos, fortalecendo a segurança de voos e operações críticas durante tempestades solares.

Gostou dessa notícia?

Siga o canal do Fala Ciência no WhatsApp para receber nossos conteúdos em primeira mão!

Entrar no Canal do WhatsApp

Leandro C. Sinis é biólogo formado pela UFRJ e divulgador científico. Com sólida experiência em pesquisa acadêmica de ponta, é coautor de um estudo internacional sobre neuroproteção publicado no renomado Journal of Biological Chemistry (DOI: 10.1074/jbc.m117.807180). Como editor e fundador do Portal Fala Ciência, sua missão é combater a desinformação, traduzindo descobertas complexas em conhecimento jornalístico acessível, transparente e seguro para todos. Ver perfil no LinkedIn | Ver Currículo Lattes