O Brasil voltou a registrar um crescimento no número de infecções por mpox, doença viral rara que pode evoluir para quadros graves em determinadas situações. Em 2026, já foram confirmados 136 casos da infecção no país, o que levou autoridades de saúde a reforçarem o monitoramento epidemiológico.
A maior concentração de registros ocorreu no estado de São Paulo, embora outras regiões também tenham identificado pacientes infectados. Entre os estados com notificações confirmadas estão Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rondônia e Rio Grande do Sul.
Além disso, o Ministério da Saúde mantém sob investigação mais de 570 notificações suspeitas, que ainda passam por análise laboratorial. O objetivo é identificar rapidamente novos focos da doença e impedir uma expansão mais ampla da circulação viral.
Vigilância epidemiológica é reforçada
O aumento recente de casos coincidiu com a identificação internacional de uma nova variante do vírus mpox, detectada inicialmente no Reino Unido. Essa variante reúne características de subtipos previamente conhecidos, o que despertou atenção das autoridades sanitárias.
Diante desse cenário, o sistema de vigilância brasileiro intensificou a coleta de dados e a investigação de possíveis cadeias de transmissão. Esse acompanhamento contínuo é fundamental para compreender como o vírus está se espalhando e quais regiões apresentam maior risco de novos surtos.
Atualmente, os estados que já registraram infecções confirmadas incluem:
• São Paulo
• Rio de Janeiro
• Minas Gerais
• Rondônia
• Rio Grande do Sul
A atualização frequente dessas informações permite que equipes de saúde pública adotem medidas rápidas de contenção, como rastreamento de contatos e orientação da população.
Sintomas da mpox: sinais iniciais da infecção
A mpox, antes chamada de varíola dos macacos, é uma infecção viral provocada por um vírus pertencente ao gênero Orthopoxvirus. Os sintomas costumam surgir após um período de incubação que pode variar de alguns dias a duas semanas.
Entre os principais sinais da doença, destacam-se:
• febre
• dores musculares
• fadiga intensa
• inchaço dos linfonodos
• lesões ou erupções na pele
As lesões cutâneas são consideradas uma das características mais marcantes da infecção. Elas geralmente aparecem inicialmente no rosto e podem se espalhar para outras partes do corpo, incluindo braços, pernas e tronco.
Embora muitos casos apresentem evolução leve ou moderada, a doença pode se tornar mais grave em determinados grupos, especialmente em pessoas com sistema imunológico comprometido.
Como ocorre a transmissão
A transmissão do vírus ocorre principalmente por contato direto com lesões, fluidos corporais ou objetos contaminados, como roupas e superfícies utilizadas por pessoas infectadas.
Além disso, o contato próximo e prolongado com indivíduos doentes também pode facilitar a disseminação do vírus.
Por esse motivo, as autoridades de saúde recomendam algumas medidas preventivas importantes:
• lavar as mãos com frequência
• evitar contato físico com pessoas infectadas
• não compartilhar objetos pessoais
• procurar atendimento médico ao surgirem sintomas suspeitos
Vacinação e proteção para grupos de risco
Outra estratégia importante de prevenção é a vacinação direcionada para grupos considerados mais vulneráveis. Entre eles estão pessoas com imunossupressão, profissionais de saúde expostos e indivíduos que tiveram contato próximo com casos confirmados.
A imunização ajuda a reduzir o risco de formas graves da doença e também pode contribuir para diminuir a circulação do vírus na população.
Diante do aumento recente de casos, o monitoramento contínuo e a informação correta à população tornam-se ferramentas essenciais para controlar a doença e evitar novos surtos.

