A gripe aviária de alta patogenicidade voltou a mobilizar autoridades sanitárias na América do Sul após a Argentina confirmar um novo foco da doença em aves comerciais. O episódio ocorre poucos meses depois de o país ter recuperado o status de livre da enfermidade, o que reforça a necessidade de respostas rápidas e vigilância permanente para evitar a disseminação do vírus.
O caso foi identificado em um estabelecimento de produção localizado na província de Buenos Aires, após a notificação de sinais clínicos compatíveis e elevada mortalidade entre as aves. Amostras coletadas no local passaram por análise laboratorial oficial, que confirmou a presença do vírus.
Ações imediatas para conter o avanço do vírus
Diante da confirmação, o Senasa colocou em prática o plano nacional de contingência para influenza aviária. Entre as primeiras medidas adotadas estão a interdição da granja afetada, o despovoamento e abate sanitário das aves e a desinfecção rigorosa das instalações.
Além disso, foram delimitadas áreas específicas para controle sanitário, incluindo uma zona de proteção e uma zona de vigilância ampliada, onde ocorre monitoramento constante, coleta de amostras e rastreamento epidemiológico. Essas ações têm como objetivo interromper rapidamente a circulação do vírus e reduzir o risco de novos focos.
Impacto nas exportações e comunicação internacional
A confirmação do surto acontece em um momento sensível para o setor avícola argentino, que se preparava para retomar exportações internacionais após recuperar seu status sanitário em 2025. Com o novo foco, o país informou que haverá suspensão temporária das exportações para mercados que exigem o reconhecimento nacional como livre da doença.
Por outro lado, a Argentina poderá continuar exportando para países que adotam o princípio de zoneamento, reconhecendo áreas livres mesmo diante de focos localizados. Conforme os protocolos internacionais, o caso será oficialmente comunicado à Organização Mundial de Saúde Animal.
Consumo de carne e ovos segue seguro
As autoridades reforçam que não há risco para o consumidor. A gripe aviária não é transmitida pela ingestão de carne de aves ou ovos, desde que os produtos sejam provenientes de estabelecimentos fiscalizados e preparados adequadamente. Dessa forma, o consumo interno não sofre impacto com a confirmação do surto.
Quando a Argentina pode voltar ao status de livre?
Se não houver novos registros da doença, a Argentina poderá solicitar novamente o reconhecimento de país livre 28 dias após a conclusão das etapas de limpeza, desinfecção e vigilância, conforme estabelecem as normas internacionais. Esse período é considerado suficiente para assegurar a eliminação do vírus nas áreas afetadas.
Lições recentes reforçam importância da vigilância
A experiência regional mostra que ações rápidas fazem diferença. Em 2025, o Brasil enfrentou um foco semelhante em granja comercial, adotou medidas de contenção e conseguiu retomar seu status sanitário em poucas semanas. Esses episódios reforçam que biossegurança, monitoramento contínuo e transparência são fundamentais para proteger a produção e o comércio.
Vigilância constante é essencial
A gripe aviária continua circulando globalmente, sobretudo em aves silvestres, o que mantém o risco de reintrodução do vírus em áreas produtivas. Por isso, medidas preventivas, notificação precoce e resposta coordenada seguem sendo as principais ferramentas para conter a doença e preservar a segurança sanitária.

