Um gigantesco evento natural ocorrido no Alasca despertou preocupação entre especialistas após ser classificado como um dos maiores megatsunamis já registrados. A onda extrema se formou no fiorde Tracy Arm, no sudeste do estado, alcançando cerca de 481 metros de altura e entrando para a lista das maiores já observadas pela ciência.
Pesquisadores associaram o fenôeno a um enorme deslizamento de rochas que despencou de uma encosta diretamente nas águas do fiorde. O estudo, publicado na Science, também aponta que o rápido derretimento de geleiras pode ter contribuído para a instabilidade da região, reforçando os impactos das mudanças climáticas sobre áreas montanhosas do Alasca.
- Onda atingiu altura comparável a enormes arranha-céus;
- Tremores sísmicos foram detectados antes e depois do evento;
- Deslizamento lançou enorme volume de rochas na água;
- Recuo acelerado das geleiras pode ter influenciado o desastre.
Uma onda colossal moldada pela força da natureza
O megatsunami aconteceu após uma enorme massa rochosa despencar dentro do fiorde. O impacto deslocou rapidamente a água, gerando uma onda gigantesca que avançou pelas paredes estreitas da região. Os pesquisadores utilizaram diferentes métodos para reconstruir o episódio, incluindo:
- Imagens de satélite;
- Modelagem computacional;
- Registros sísmicos;
- Relatos de testemunhas.
Além disso, marcas deixadas nas encostas ajudaram a estimar a altura alcançada pela água. Árvores e vegetação foram completamente arrancadas ao longo das paredes rochosas, formando áreas totalmente expostas.
Mesmo com a magnitude do evento, nenhuma morte foi registrada. Ainda assim, equipamentos e embarcações menores foram arrastados pela força da água.
Mudanças climáticas podem ter agravado o colapso da encosta

Pesquisadores apontam que o derretimento acelerado das geleiras provavelmente teve papel importante no deslizamento que originou o megatsunami. O gelo atuava como suporte natural para a estrutura da montanha e, com sua redução rápida, a encosta ficou mais vulnerável a rupturas.
Nos últimos anos, o Alasca tem registrado perdas significativas de massa glacial. Esse cenário favorece a instabilidade geológica em áreas íngremes, aumentando a possibilidade de grandes desmoronamentos próximos a fiordes e regiões costeiras.
Além disso, sensores sísmicos identificaram pequenos abalos antes do evento principal. Esses sinais podem ajudar especialistas a reconhecer padrões de instabilidade e desenvolver métodos de alerta antecipado para futuros desastres.
Tecnologia e vigilância ganham importância
O episódio também reforçou a necessidade de ampliar o monitoramento geológico em áreas consideradas sensíveis. Como o fiorde Tracy Arm recebe navios turísticos e embarcações de passeio, o risco associado a novos deslizamentos preocupa autoridades e pesquisadores.
Atualmente, equipes científicas estudam formas de integrar dados sísmicos em tempo real com sistemas de previsão de desastres naturais. A proposta é criar mecanismos capazes de detectar movimentações perigosas nas montanhas antes de um possível colapso.
O caso do Alasca evidencia como eventos extremos podem se tornar mais frequentes e difíceis de prever em meio ao avanço das mudanças climáticas globais.

