Plano de saúde terá que cobrir proteção contra VSR em bebês prematuros o ano todo 

Nova regra amplia prevenção do VSR em prematuros. (Foto: Getty Images via Canva)
Nova regra amplia prevenção do VSR em prematuros. (Foto: Getty Images via Canva)

Uma mudança importante na área da saúde vai ampliar a proteção de bebês prematuros no Brasil. Agora, os planos de saúde terão que oferecer o nirsevimabe, medicamento que ajuda a prevenir o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), durante todo o ano, sem restrição de temporada.

Antes, esse tipo de proteção era mais comum apenas nos meses em que o vírus circula com maior frequência, como outono e inverno. Com a nova regra, a cobertura passa a ser contínua.

O que muda para as famílias?

A decisão da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) garante que bebês prematuros com menos de um ano possam receber o medicamento em qualquer época do ano, desde que tenham indicação médica.

Isso traz mudanças importantes no cuidado infantil, como:

• proteção constante contra o vírus
• menos dependência da estação do ano
• mais segurança para recém-nascidos frágeis
• redução de risco em períodos fora do inverno

Em resumo, a prevenção deixa de ter “época certa” para acontecer.

O que é o nirsevimabe?

O nirsevimabe é um tipo de anticorpo que ajuda o corpo do bebê a se defender do VSR antes mesmo da infecção acontecer.

Ele não trata a doença, mas atua na prevenção de formas mais graves, principalmente em crianças mais vulneráveis, como prematuros.

Ele é indicado para bebês que podem ter mais risco, como aqueles com:

• nascimento prematuro
• problemas pulmonares
• doenças cardíacas
• imunidade mais baixa
• síndrome de Down

Por que o VSR preocupa tanto?

O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é uma das principais causas de bronquiolite, uma infecção que afeta os pulmões de bebês e crianças pequenas.

Ele atinge pequenas estruturas responsáveis pela passagem do ar, o que pode dificultar a respiração.

Os sintomas mais comuns incluem:

• coriza
• tosse
• febre
• chiado no peito
• respiração acelerada
• dificuldade para respirar

Em casos mais graves, a criança pode precisar de atendimento hospitalar.

Como é possível prevenir?

Além do medicamento, existe outra forma importante de proteção: a vacinação de gestantes.

A vacina é aplicada a partir da 28ª semana de gravidez e ajuda o bebê a nascer com anticorpos de proteção, recebidos ainda dentro do útero.

Por que essa mudança é importante?

Com a cobertura durante todo o ano, bebês prematuros ficam mais protegidos em diferentes épocas, já que o vírus não aparece de forma totalmente previsível.

Isso ajuda a reduzir casos graves, internações e complicações respiratórias nos primeiros meses de vida, quando o organismo ainda está em desenvolvimento.

Rafaela Lucena é farmacêutica (CRF-RJ:13912) graduada pela UNIG. Une sua formação em saúde à paixão pela divulgação científica para traduzir estudos clínicos e farmacológicos para o cotidiano. Como responsável técnica pelo Fala Ciência, dedica-se a combater a desinformação com rigor técnico e embasamento científico de qualidade. Ver perfil no LinkedIn